Quais são os riscos de desenvolver sem testes?

Para evitar dores de cabeça com a continuidade do seu negócio, siga uma postura que é mais fácil de ser dita do que praticada: antecipe-se! A enorme pressão sobre o departamento de TI, o débito técnico que costuma ser ignorado pela diretoria, o mar de desculpas dos programadores… Tudo isso pode, sim, ser desanimador, mas a perspectiva futura é boa, já que há várias maneiras de se antecipar aos problemas no desenvolvimento de softwares, evitando os riscos de desenvolver sem testes e tendo um controle maior sobre as entregas.

O segredo é estabelecer e gerenciar um processo menos espinhoso a fim de produzir seus softwares com a qualidade desejada e no tempo certo. Mas onde os testes entram nessa história? Quais são os reais riscos de desenvolver sem testes? Pois é o que você vai aprender agora mesmo, ao continuar a leitura deste post. Então vamos lá?

Perguntas menos óbvias aumentam o controle sobre o processo

Independentemente da abrangência do seu compromisso com o desenvolvimento do novo software, aplicativo mobile, serviço ou funcionalidade, lembre-se de que mitigar os riscos e gerenciar bem os recursos durante o processo de criação e da aplicação dos testes também são responsabilidades suas.

Algumas perguntas que vão além da documentação dos testes, da programação em pares e da análise de impacto dizem respeito a questões normalmente evitadas pelos programadores. Se disserem, por exemplo, que um teste de carga e estresse foi ok, pergunte também se houve um teste de resiliência, por meio do qual, além do estresse ou da concorrência, foi introduzido um erro em paralelo. Se disserem que a interface está ok, pergunte se o usuário final aprovou, pedindo que colham seu feedback. Se os programadores reportarem uma performance ok, pergunte sobre o quesito também ao administrador do banco de dados.

Já sabe de tudo isso? Ótimo! Mas seja honesto: você tem aplicado esse conhecimento sistematicamente na rotina dos negócios para diminuir cada vez mais os riscos de desenvolver sem testes? Se sim, melhor ainda! Isso quer dizer que você está mais que pronto para encarar a próxima seção. Então coragem!

Custos de se programar sem testes extensos podem ser altíssimos

Algumas vezes, por mais que se esforce para o contrário, as coisas realmente se complicam. Nessas horas, a empresa precisa saber que pode contar com você para evitar maiores impactos nas áreas mais sensíveis do negócio — especialmente relativas à imagem da organização, à satisfação dos clientes e à segurança dos dados.

Para mitigar riscos, antecipar-se e aceitar algumas horas extras de testes, quando for uma equipe própria, ou um aditivo de contrato, quando for terceirizada, certamente serão medidas mais viáveis do que uma indisponibilidade prolongada de sistemas ligados à continuidade do negócio. Se isso incluir um serviço on-line então, o mais provável é que as perdas durem enquanto a falha for assunto nas redes sociais.

Nesse cenário, divida a responsabilidade com a equipe responsável pela programação. O ideal é, inclusive, ter um time totalmente dedicado à qualidade do software. Mas se essa ideia esbarrar em resistência, lembre-se de que sempre se pode encontrar soluções muito interessantes na terceirização.

Se sua empresa tem um Business Process Office (BPO) fica ainda mais fácil. Se esse não é o caso, você pode partir para o cálculo do impacto financeiro de interrupções dos serviços e da produção, além de incluir aí a perda de clientes e de dados. Quando as cifras entram na equação, o panorama geral pode mudar completamente de figura.

Mudança de cultura pode trazer as soluções e mitigar os riscos

Fato é que já passou da hora de se mudar a cultura atual sobre o departamento de informática, não concorda? Prazos eternamente apertados, departamentos que não conseguem otimizar processos internos porque estão sempre atolados de demandas, débito técnico que cresce mais que a dívida externa brasileira, projetos atropelados porque o departamento comercial fez promessas sem consultar o setor de TI… A lista é simplesmente enorme!

O que fazer? Elabore sua estratégia e imponha um patamar de qualidade superior ao que encontrou ao assumir suas tarefas. E calma, porque há sempre uma luz no fim do túnel. Hoje em dia, as opções hoje são infinitamente mais interessantes, com empresas especializadas mais maduras e melhor aparelhadas — em termos de tecnologia e de profissionais — para lidarem com o processo de testes. Falta arregaçar as mangas e fazer a mudança acontecer, incluindo o processo de garantia de qualidade como fator vital dentro da produção de software. Não é opção, é obrigação!

Agora comente aqui e divida conosco suas impressões! Ficou ainda alguma dúvida ou tem uma solução a dar? Compartilhe suas opiniões e seus questionamentos e participe da conversa!

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