5 motivos para adotar a integração contínua

Fato é que os desenvolvedores de software precisam tomar muitas decisões importantes simultaneamente. São muitas as linguagens de programação disponíveis, diferentes suítes de testes e vários frameworks. Mas de uma escolha não se deve abrir mão: optar pela integração contínua — CI, na sigla em inglês.

A integração contínua é uma forma de aumentar a qualidade do código, reduzir bugs, oferecer um ambiente de trabalho melhor para seus engenheiros de software e entregar o produto mais cedo no mercado. Parece bom demais para ser verdade? Mas funciona.

Integração contínua, mais do que tudo, é uma prática — alguns até diriam que é um hábito — por meio da qual a equipe integra o trabalho com frequência, inclusive várias vezes por dia. Cada integração é verificada por um build automatizado para detectar rapidamente possíveis erros. Assim a equipe fica sabendo se existe conflito entre os trabalhos.

É uma forma de manter todo mundo no mesmo ritmo, assegurando que os membros da equipe estejam em plena sintonia. Precisa de mais motivos para adotar a integração contínua? Então confira:

Executar seus testes automaticamente sempre que uma mudança é feita no código

Todo mundo conhece a história do “mas no meu computador funciona”. Mas essa não é uma boa forma de se pensar quando o destino do seu software é o mercado! São muitas as configurações e os formatos por aí. E todos eles podem ser de um cliente. Com a integração contínua, o desenvolvedor publica o código no servidor de CI, que cuida dos testes de software. Se algo estiver errado, logo logo ele ficará sabendo. Como se pode ver, a integração contínua não existe para eliminar bugs durante o processo de desenvolvimento — o que, na verdade, é impossível. Ela existe para que os bugs sejam detectados e corrigidos o mais cedo possível, de modo que o produto chegue com a qualidade desejada no mercado.

Resolver problemas rapidamente

A integração contínua garante que problemas sejam detectados rapidamente, o que reduz o tempo de investigação, período no qual a equipe tenta rastrear a origem do erro para descobrir onde pisou na bola. Os times que não adotam o processo contínuo têm intervalos longos durante a integração, o que pode custar muito tempo e dinheiro. Imagine que a integração é apenas às segundas-feiras e um erro é cometido na terça. No começo da semana seguinte, a equipe vai sofrer com o debugging, que pode fazer com que percam dias — ou até meses — de trabalho.

Integrar sua equipe

A equipe que trabalha unida resolve problemas unida. Nesse cenário, a integração contínua garante que os desenvolvedores estejam sempre enxergando a mesma coisa, o que os ajuda a, consequentemente, falar a mesma língua. Assim eles passam menos tempo corrigindo problemas e bugs — e culpando uns aos outros por isso — e mais tempo efetivamente cuidando das ferramentas e utilidades do programa em desenvolvimento.

Monitorar a qualidade do seu código

A integração contínua não só ajuda a prevenir erros do software como também ajuda a monitorar sua qualidade. Um código sem erros não significa necessariamente que é um código bem feito. Outras análises precisam ser realizadas para chegarmos a essa conclusão. A integração contínua tem os meios necessários para monitorarmos a saúde de um código.

Entregar o produto o quanto antes

A integração contínua está associada ao continuous deployment — ou entrega contínua. Isso significa que, como o código é integrado com frequência, o software pode ser entregue para a produção imediatamente, desde que seus testes de software deem a luz verde.

Viu como usar a integração contínua juntamente com os testes de software forma uma técnica muito mais poderosa e eficiente? Então comente aqui e nos conte como é o desenvolvimento de softwares em sua empresa! A equipe já usa a integração contínua? Compartilhe suas experiências conosco!

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