Confira a checklist completa de testes de software

Falhas no software podem trazer muitos prejuízos ou situações desagradáveis para o usuário e para as companhias que dependem dele. É possível garantir a chegada de um software ao mercado com o mínimo de falhas possíveis. Antes de liberá-lo para ser comercializado, o desenvolvedor precisa realizar diversos testes para que o cliente final não tenha surpresas na hora de utilizá-lo. Além de ser extremamente importante, esse “ritual” acaba trazendo economia para a empresa responsável, uma vez que o custo com reparos antes de o programa chegar ao consumidor final é muito menor do que quando ele já está no sendo comercializado.

Para que sua empresa possa realizar esses testes com mais facilidade e objetividade, ganhando a confiança de seus consumidores e garantindo menos prejuízos no período de produção, construímos um checklist do que realmente precisa ser levado em conta. Confira!

Teste de funcionalidade

Neste momento, o importante é verificar se o software realmente faz o que deve ser feito, de forma a garantir que as suas funcionalidades estejam alinhadas com a necessidade do usuário final. Nessa etapa, também se avalia a capacidade do programa em fornecer resultados com precisão e como funciona sua interação com outras aplicações.

Usabilidade

Deve-se testar como será a experiência do usuário ao usar o programa. Com isso, será possível verificar se a interface desenvolvida condiz com as necessidades do usuário, se o layout agrada, e se os itens serão usados da maneira que foram pensados.

Compatibilidade

São testes utilizados para entender se o programa será, de fato, compatível com os diversos dispositivos atuais. Se for um software web, por exemplo, é preciso garantir que haja a interação com os diversos dispositivos que existem e com os diferentes browsers que utilizamos.

Base de dados

Praticamente todos os softwares têm uma base de dados por trás, que coletam e organizam dados de forma a gerar informações de maneira implícita (para uso do próprio programa) ou explicita (para o usuário). É preciso avaliar se eles estão sendo coletados de maneira correta, entender se existe alguma informação que esteja se perdendo, se as querys existentes estão sendo executadas corretamente e no tempo certo, ou seja, se todo o processo está fluindo como deveria. Falhas nas bases podem comprometer o funcionamento da aplicação.

Performance

Aqui, testa-se como o software responde quando está trabalhando normalmente e sua resposta quando há grande nível de uso, além da sua estabilidade  em condições normais durante um período de tempo.

Para testar o programa em condições normais, ele é submetido ao seu uso padrão. Estatísticas são então coletadas e avaliadas, como quantidade de falhas, tempo médio de resposta de suas funções, resposta com múltiplos usuários (caso seja possível), entre outros. O importante nessa etapa é entender a funcionalidade de modo geral.

Em um segundo momento, a aplicação é submetida a uma carga muito maior em cada uma de suas atividades, visando compreender como ele funciona sob determinado nível de estresse. Essa prática é extremamente importante para evitar futuras complicações. Muitas vezes, o desenvolvedor espera um determinado uso de um software, mas esse uso é levado além pelos seus usuários, devido a grandes cargas de trabalho.

Por último, é importante acompanhar, durante um determinado período de tempo, como o programa se comportará. Ele deve se manter estável, independente do tempo de trabalho. Instabilidades no decorrer desse período podem indicar problemas futuros, e isso deve ser evitado.

Segurança

A segurança é um fator de grande importância também. É preciso testá-la, para não colocar em risco as atividades de seus clientes. Faça testes de login, de forma a verificar se os dados de cada usuário estão bem armazenados, se não há risco de invasões por outras usuários ou extravio de informações confidenciais. Deve-se testar também como o software se comporta quando está sendo usado por múltiplos usuários, se um não está interferindo nas atividades do outro em relação ao uso e ao desempenho. É imprescindível que cada usuário tenha acesso apenas aos seus dados.

Conformidade

Aqui, averigua-se se o software foi desenvolvido de acordo com determinadas normas de TI, se está de acordo com as necessidades de seus usuários e se respeita padrões de acessibilidade, de acordo com o que foi solicitado inicialmente.

Apesar de parecer simples, deve-se ter em mente que há um custo para realizar esses testes, que pode ser bastante elevado. Esse processo pode também ser demorado, devido ao tempo necessário para que cada teste seja realizado com uma amostra que seja adequada, capaz de entregar respostas coerentes que possam realmente apoiar as decisões de colocar o software no mercado ou de barrar sua produção. É importante lembrar que, apesar de ser um processo possivelmente longo, os testes de software são essenciais para garantir que o produto chegue nas mãos do cliente com qualidade que garanta a confiabilidade quanto ao seu uso e à segurança de informações.

Quando a empresa não possui muito capital para investimentos ou testes, pode fazer uso do crowdtest, ou “teste de multidão”, em português literal. Essa prática pode ser muito interessante, pois permite que o software seja testado pelo público de maneira remota. Isso permite que a empresa obtenha um feedback rápido, com dados reais e em quantidade maior, durante um intervalo de tempo bem menor do que com testes feitos por profissionais de TI.

Você já conhecia o crowdtest? Ficou curioso para saber mais sobre como ele funciona? Deixe seu comentário e continue acompanhando nosso blog para mais informações.

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