5 erros de aplicativos que mais irritam os usuários

A boa integração entre os aplicativos e os dispositivos móveis deve ser uma prioridade no desenvolvimento das soluções, pois erros, mesmo que pequenos, podem ser fatais. Basta uma pequena frustração durante a experiência para o usuário desinstalar o aplicativo e deixar um comentário ruim na loja que distribuiu a aplicação.

O fato de nem sempre ser necessário um forte conhecimento em desenvolvimento de software para lançar um aplicativo torna ainda mais necessário dar atenção especial aos erros em potencial de uma solução. Caso contrário, possíveis falhas da aplicação podem passar despercebidas durante seu desenvolvimento ou sequer serem detectadas.

Para evitar esses riscos e assegurar que o seu investimento, trabalho e reputação não sejam prejudicados, conheça a seguir quais são os erros de aplicativos que mais irritam os usuários e saiba como se defender contra eles.

1. Lentidão e travamentos

Usuários precisam de respostas rápidas. Eles não estão dispostos a esperar muito tempo pela resposta do aplicativo porque se preocupam com o consumo de dados e, acima de tudo, porque compartilham cada vez mais informações em tempo real.

Um estudo publicado pela Microsoft indica que a expectativa média da atenção dos usuários reduziu de 12 segundos em 2000 para 8 segundos em 2013. O artigo revela ainda que as pessoas perdem a concentração depois de 8 segundos. Também é comprovado que são necessários apenas 3 segundos para ocorrer o abandono de uma página caso o usuário perceba a demora no carregamento. Portanto, se sua aplicação web ou aplicativo mobile sofre com lentidão, a chance do seu cliente perder a atenção ou abandonar seu aplicativo é cada vez maior.

É importante destacar ainda que o tempo de carregamento e o tempo gasto nas transações podem ter impacto direto nas taxas de conversão e de rejeição das empresas. Só em 2013, a gigante Amazon, por exemplo, perdeu cerca de 66 mil dólares por minuto por causa da inatividade de sua aplicação.

Em estudo realizado em 2015 pela NewRelic, empresa desenvolvedora de ferramentas para análise de performance em aplicações, em mais de 100 milhões de dispositivos móveis, observou-se que 9,5 milhões de aplicativos apresentaram problemas, somente no mês de janeiro. Isso representa uma média de um travamento por 11,22 usuários. Dito de outro modo, significa que cerca de 10% dos clientes tiveram uma experiência relacionada à falta de resposta por parte do aplicativo.

2. Integração ruim

O desafio para criação de um aplicativo mobile vai muito além do desenvolvimento de código, requisitos e uma boa interação com o usuário. Processadores, memória, sistema operacional e as personalizações dos fabricantes são exemplos do que pode provocar impacto no código desenvolvido.

Além da relação hardware e sistema operacional, vale destacar ainda as interações relacionadas com outros aplicativos e funcionalidades nativas. O aplicativo precisa responder de forma satisfatória as diversas notificações de mensagens, chamadas recebidas, informações relativas a níveis de bateria e outros comportamentos de acordo com o tipo de equipamento e o sistema operacional utilizado.

Por essas razões, a relação entre dispositivos, aplicativos e seus comportamentos precisa passar pela avaliação da equipe de testes com o objetivo de reduzir os efeitos ao usuário final e permitir uma boa experiência de uso.

3. Consumo excessivo de bateria

Apesar de ser um problema muito mais ligado à gestão de energia do equipamento, os aplicativos que utilizam recursos como GPS, Bluetooth, áudio e vídeo tendem a consumir mais bateria.

Durante o desenvolvimento é muito importante que ocorra a otimização do consumo da bateria. É natural, em fase de projeto, que o foco esteja nas funcionalidades e na experiência do usuário, mas não se pode esquecer, principalmente quando se trata de dispositivos móveis, do consumo de energia que as soluções podem estar demandando.

Um exemplo simples para o bom uso da energia está ligado ao uso dos recursos de hardware: se a função não está em uso ou é utilizada somente em alguns momentos então, por padrão, deve ser desativada ou não instanciado.

Além disso, uma boa estratégia de testes deve incluir ferramentas específicas para medir e monitorar o uso da energia durante a execução do aplicativo, pois isso contribui também para uma boa gestão dos recursos utilizados.

4. Design pouco responsivo

No mercado atual, smartphones e tablets possuem uma variada opção de tamanhos de telas, recursos de movimentação e interação. Com o uso de sensores de movimento, toques e gestos é permitido ao usuário utilizar o aplicativo de diversas formas, podendo estar sentado ou deitado, com o aparelho de cabeça para baixo, na vertical ou na horizontal.

Diante de tantas possibilidades de uso é preciso observar a adaptação do design da aplicação para essa realidade, portanto, as equipes de desenvolvimento e testes devem estar atentas para essa adaptação da tela focando na usabilidade para o usuário.

5. Problemas de usabilidade

A experiência do usuário, como já vimos, é bastante considerada pelos clientes para definir a quantidade de estrelas dada durante a avaliação e a qualidade dos comentários nas lojas de aplicativos. Por isso, facilidade na navegação e processos de compra mais fáceis devem ser priorizados durante o desenvolvimento e testes do aplicativo.

Para tentar evitar ou minimizar os erros de aplicativos descritos acima você deve priorizar o processo de testes de software. Alguns problemas descritos não necessariamente são provocados diretamente pelos aplicativos – a conexão com a internet, a versão do equipamento e o sistema operacional também podem interferir na experiência do usuário. Mesmo assim, o tratamento desses comportamentos pela aplicação pode e deve ser adotado durante as fases de desenvolvimento e testes. 

Para os testadores, um grande desafio, pois cada vez mais a necessidade de testes integrados, usabilidade e a experiência dos usuários devem ser considerados em um plano de testes.

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