A Internet das coisas (IoT) não é tão nova assim. Já ouviu falar de software embarcado?

IoT-icons_globeCertamente hoje em dia ao ver a sigla IoT você já associa ao termo Internet das Coisas (Internet of Things). Inclusice, aqui no Brasil já temos uma associação sem fins lucrativos e lá fora um conselho, tudo isso buscando incentivar e compartilhar informações a respeito do tema, projetos e novos negócios.  

Para a Cisco, IoT é o próximo passo para a expansão da Internet. Assim como outros gigantes da tecnologia e importantes influenciadores, a Internet das Coisas já é apontada como uma grande revolução do mercado e da indústria.

Porém, talvez você não saiba, mas a Internet das Coisas já existe há décadas, apesar do conceito só ter aparecido em 1999. Para se ter um ideia, uma máquina de Coca-Cola no Carnegie Melon University no início de 1980 já usava conexão com a Internet: os programadores verificavam o status da máquina para saber se a bebida estava gelada o suficiente para eles decidirem se valia a pena se deslocar até o equipamento.

A Internet das Coisas tem base em Sistemas Embarcados

Um sistema embarcado é uma combinação de hardware e software e é projetado para uma ou mais funções específicas dentro de um sistema maior. Máquinas industriais, equipamentos agrícolas, automóveis e aviões, equipamentos médicos, câmeras e dispositivos móveis, aparelhos domésticos, máquinas de venda automática e brinquedos, são alguns exemplos do uso de sistema embarcado. Pensar em IoT neste momento não será mera coincidência.

Sistemas embarcados são sistemas computacionais baseados em microprocessadores ou em microcontroladores. Visualmente não existem diferenças entre esses componentes, entretanto o microprocessador implementa apenas uma unidade de processamento central (CPU) e precisa de outros componentes como memória, enquanto microcontroladores são concebidos como sistemas auto-contidos.

A Internet das Coisas, além de ser um sistema de dispositivos interligados a máquinas, mecânicas ou digitais, objetos, animais ou pessoas, fornece identificadores únicos com a capacidade de transferir dados através de uma rede sem a necessidade de interferência humana ou humana-computador.

A IoT tem evoluído a partir da convergência de tecnologias sem fio, sistemas micro-eletromecânicos, microservices e Internet. Essa convergência tem contribuído fortemente para o surgimento de novas aplicações e oportunidades relacionadas a vários setores da economia, organizações e grandes oportunidades de negócios.

Sabe outra coisa que software embarcado e Internet das coisas têm em comum? A necessidade de testes específicos para sua arquitetura.

De acordo com a empresa SAP, gigante em soluções de tecnologia, são definidos seis aspectos importantes na elaboração de estratégias ligadas à Internet das Coisas. Esses mesmos pontos também devem ser considerados durante a elaboração da estratégia de testes para soluções que utilizam essa importante inovação tecnológica. São eles:

  • Segurança

  • Transmissão de dados

  • Uso de plataforma

  • Aplicativos

  • Nuvem

  • Gerenciamento de dados

A arquitetura utilizada para as soluções desenvolvidas em IoT possui uma grande integração relacionada à Internet e por isso a transmissão e gerenciamento de dados, além da segurança, são considerados pontos críticos e devem ser priorizados em uma estratégia de testes de software.

Assim como em sistemas embarcados, é importante destacar também que a cobertura de testes aplicada à Internet das Coisas deve avaliar o comportamento da solução com o objetivo de verificar aspectos de desempenho, robustez, integração e os requisitos definidos. Os testes aplicados são:

  1. Testes unitários

  2. Testes integrados

  3. Testes funcionais

  4. Testes de performance

  5. Testes de aceitação

  6. Testes Beta

Deve-se considerar dentro da estratégia de testes pontos que aumentam a complexidade e os riscos associados ao uso do sistema nas fases de testes e produção. Como exemplo, podemos citar os tipos e tamanhos dos equipamentos que fazem parte da solução, a necessidade de ambientes específicos e o perigo aos testadores durante a execução em laboratório ou semelhante ao de produção.

A Internet das Coisas já apresenta vários cases de sucesso e a tendência é que a cada ano novas aplicações sejam lançadas no mercado, tanto para o uso pessoal quanto industrial. Alguns exemplos reais são as casas inteligentes, os Wearables ou roupas inteligentes e os carros inteligentes – isso apenas para citar o uso pessoal.

Na indústria a IoT também já tem uma forte presença, influenciando bastante nos resultados financeiros das empresas. Por isso é importante um processo de qualidade que reduza ao máximo as falhas, já que em muitos casos existe um risco de morte e perdas econômicas. Em virtude dessas características é importante investir no processo e nos profissionais ligados a testes de software.

Gostou do assunto? Deixe aqui nos comentários o que vocêpensa sobre a Internet das Coisas, se você faz uso de algum equipamento embarcado ou se desenvolve alguma estratégia de testes voltada para IoT. Continue nos seguindo nas redes sociais e também no blog da Base2.

 

 

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