Internet das coisas (IoT): qual deve deve ser o foco na estratégia e desenvolvimento de teste de software

A tecnologia da informação dá mais um salto em sua evolução e a Internet das Coisas (IoT) mostra o quanto ainda temos de potencial para evoluir. Para os profissionais de testes de software surgem grandes oportunidades e desafios pela frente. 

Para cada avanço da tecnologia, alguns evolutivos e outros revolucionários, as mudanças ampliaram o alcance e possibilitaram que cada vez mais pessoas usassem os computadores e surgissem novas interações entre si. Cada mudança também exigiu um novo paradigma sobre tecnologia e novas abordagens para garantir a qualidade dos softwares através dos testes.

IoT e Testes de Software: desafios, aplicações e oportunidades

Hoje temos uma nova evolução ou revolução. Avançamos além dos smartphones, chegando aos dispositivos inteligentes, que em muitos casos não dependem da interação humana para receberem informações, para agirem por conta própria de acordo com sua programação e tomarem decisões.

A Internet das Coisas tem permitido que os dispositivos inteligentes possam realizar ações que antes se limitavam ao domínio humano:

  1. Aprender

  2. Monitorar

  3. Pesquisar

  4. Gerenciar

  5. Controlar

  6. Jogar

Então, qual será o impacto que a Internet das coisas terá em relação aos testes de software? O que mudará? Assim como a introdução dos smartphones e aplicativos móveis trouxe novas preocupações aos testes, incluindo gestos, tela sensível ao toque, localização e orientação, testar os dispositivos inteligentes exigirá repensarmos como os testes são planejados e executados.

Os testes tradicionais envolvem a entrada de dados através do teclado e do mouse, ou a interação via toque quanto aos dispositivos móveis. Já os testes direcionados aos dispositivos inteligentes devem atender principalmente aos dados recebidos via sensores – isso apenas para dar uma ideia superficial do que a equipe de testes vai encontrar em seu processo de validação e verificação.

O que mudará no processo de testes

O novo processo de teste deve surgir refletindo as novas realidades dos dispositivos inteligentes interconectados e específicos. Os analistas de testes de software terão de lidar com novas perspectivas, novas integrações, considerar, por exemplo, a entrada de dados através de acelerômetros, giroscópios, sensores de luz ambiente, altímetros, localizadores de GPS e inúmeros outros tipos de sensores, testando seus limites e possíveis cenários de erros.

Da mesma forma que ocorreu com os dispositivos móveis, os testadores da Internet das Coisas terão que testar seus equipamentos no campo e imaginar cenários do mundo real para testar fora do laboratório, em um mundo onde a conectividade de rede pode ser irregular, onde a detecção de localização é imperfeita e onde os tamanhos de passo podem variar.

Entre passos curtos dados em uma avenida ou em uma rocha durante uma escalada, os testadores terão que validar cada vez mais a experiência do usuário. Por exemplo, o tamanho dos números são amplos o suficiente para serem vistos durante uma partida utilizando medidor cardíaco, ou brilhantes o bastante para serem vistos durante a noite?

Testadores integrados aos especialistas

Os testadores terão que encontrar e recrutar pessoas diferentes para testar dispositivos inteligentes: corredores dedicados aos equipamentos fitness, pacientes para testar dispositivos implantados, motoristas para testar monitores de automóveis, etc.

Para os profissionais de testes de software dedicados à Internet das Coisas, será preciso a integração com especialistas que saibam como implantar os dispositivos inteligentes, como equipamentos médicos, nas indústrias, na ginástica em diferentes tipo de segmentos, serviços e produtos.

Embora a automação desempenhe um papel importante nos testes de software, este recurso pode ser muito menos eficaz no teste em dispositivos inteligentes. Os testadores podem simular certos ambientes ou automatizar algumas ações, como corrida ou jogging, a batida de um coração e o rolamento de um pneu, mas é muito mais difícil “automatizar” esses eventos físicos do que a interação com um navegador da web.

Além disso, especialmente quando se trata de dispositivos médicos, as autoridades reguladoras do governo podem não aprovar testes automatizados em vez do real.

A garantia de qualidade mudará definitivamente o foco dos testes, desde o planejamento, gerenciamento, execução e análise dos resultados, e o gerenciamento de defeitos e suas resoluções.

A Internet das Coisas e o surgimento dos dispositivos inteligentes também exigirá algumas práticas de teste para evoluir. Planejamento no início do projeto continuará a ser crucial para o sucesso. Os testes serão mais complexos e dependerá mais do testador no campo e do uso de interações de diferentes formatos, mas essa mudança certamente proporcionará uma revolução e evolução na forma com que executamos o ciclos de testes de software.

Entre em contato com a Base2 e conheça mais sobre os testes de software e a Internet da Coisas, teremos muitos desafios e somente empresa especializadas terão destaque neste novo mercado. Não deixe de no acompanhar em nosso blog, muitos tópicos sobre a Internet das Coisas, entre outras tecnologias, fazem parte dos nossos artigos, não perca. 

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