Cyber guerrilha: de que forma os testes de software podem participar dessa guerra

A cyber guerrilha ou guerra cibernética é o termo utilizado para os conflitos baseados na Internet que envolvem ataques de caráter político com uso da tecnologia da informação. Os ataques realizados podem desativar sites e redes oficiais, interromper ou desativar serviços essenciais, roubar, vazar ou alterar dados classificados como sensíveis ou que apresentam algum risco para o relacionamento existente entre os países.

Conhecida como uma guerra silenciosa, qualquer país pode realizar uma ciberguerra para qualquer outro país, independentemente de seu tamanho ou domínio econômico; o foco são as brechas de segurança.

Os ataques virtuais vão além de conflitos entre governos e forças militares, podem ser motivados por diferentes causas, grupos e indivíduos.

Exemplos de ciberataques

Um dos casos mais emblemáticos de cyber guerrilha envolveu o Wikileaks, uma organização transnacional sem fins lucrativos, cujas atividades tiveram enorme repercussão após a divulgação de uma grande massa de documentos secretos do exército dos Estados Unidos através do vazamento de informações. Mas outros casos também ficaram bastante conhecidos, indicando a ampla gama da cyber guerrilha.

  • Em 1998, os Estados Unidos invadiram o sistema de defesa aérea da Sérvia para comprometer o controle do tráfego aéreo e facilitar o bombardeio de alvos sérvios

  • Em 2007, na Estônia, um botnet instalado em mais de um milhão de computadores tirou do ar sites governamentais e empresariais em todo o país. O ataque teve como suspeita a Rússia, motivada pela tensão política entre os dois países

  • Também em 2007, um ataque de origem desconhecida invadiu as agências de alta tecnologia e militares nos Estados Unidos e baixou uma grande quantidade de informações

  • Em 2009, uma rede de cyber espiões chamada “GhostNet” acessou informações confidenciais pertencentes a organizações governamentais e privadas em mais de 100 países ao redor do mundo. GhostNet foi originário da China, embora esse país tenha negado a responsabilidade

A proteção mais eficaz contra ataques cibernéticos é garantir informações e redes. As atualizações de segurança devem ser aplicadas a todos os sistemas, incluindo aqueles que não são considerados críticos, isto porque qualquer sistema vulnerável pode ser usado para realizar ataques.

A importância dos testes de software na prevenção de cyber ataques

Com tantos ataques afetando governos e a população, surge a pergunta: não podemos simplesmente criar um software melhor para nos proteger? Tentar responder a essa pergunta está cada vez mais difícil e ter uma resposta positiva é quase uma utopia.

O software está cada vez mais inserido em nossas vidas e a Internet está em todo lado, e como resultado, os testadores de software se tornarão cada vez mais necessários, isso porque teremos soluções cada vez mais complexas, uma maior integração entre hardware e software, além de diversas soluções conversando entre si.

As chances de ocorrerem brechas ou falhas de segurança são enormes. O alto grau de complexidade que temos atualmente em sistemas completos vai muito além do software. O elemento humano, que tem total influência na construção destes sistemas, permite que hackers e cyber terroristas, que têm consciência deste cenário e trabalham sob essa ótica, realizem ataques cada vez mais sofisticados.   

Para desenvolver aplicativos cada vez mais confiáveis, a segurança das aplicações deve ser testada, especialmente quando o aplicativo lida com informações críticas. Isso envolve uma investigação rigorosa da aplicação em busca de quaisquer fraquezas, falhas técnicas ou vulnerabilidades.

Técnicas de teste de segurança

O teste de segurança em aplicativos é um processo que verifica se o sistema de informações protege os dados e mantém suas funcionalidades seguras. O objetivo principal é identificar as vulnerabilidades e, posteriormente, repará-las. Hoje temos muitas técnicas relativas a testes de segurança, como os testes de penetração e a varredura em busca de vulnerabilidades.

O que falta à maioria das organizações hoje é uma equipe devidamente capacitada e focada na realização dos testes de segurança. Isso envolve as formas mais críticas de testes, automação, desempenho, nuvem e muito mais. Devido a isso, muitas aplicações são lançadas no mercado sem serem completamente testadas.

A cyber guerrilha continuará ampliando os ataques contra governos, corporações, grupos de interesses especiais e até mesmo civis nos próximos anos; essa guerra será análoga aos ataques militares tradicionais. Para minimizar os riscos e evitar os conflitos cibernéticos, será necessário cada vez mais o investimento na realização de testes de segurança associados a políticas de segurança e infraestrutura, proteção das redes de computadores, leis de segurança cibernética, etc.

Para saber mais sobre testes de segurança em aplicações, visite o site da Base 2 e entre em contato com nossos especialistas. E não deixe de nos acompanhar em nosso blog

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