5 cenários de testes que devem ser realizados no seu aplicativo mobile

O desenvolvimento de aplicativos mobile passou por uma transformação muito interessante nos últimos anos: saímos de um cenário complexo envolvendo plataformas de desenvolvimento e chegamos a sistemas como Android e IOS. Seguindo a mesma linha evolutiva, os dispositivos passaram por grandes transformações que nos trouxeram a era dos telefones inteligentes e plataformas mais flexíveis e de fácil desenvolvimento.

Porém, ao contrário da facilidade através da qual evoluímos para desenvolver soluções mobile, passamos a ter uma grande complexidade de cenários para garantir a qualidade dos produtos que oferecemos nas lojas de aplicativos. O time de testes deixou de se preocupar somente com as funcionalidades e usabilidade, e passou a ter uma grande variedade de cenários que não podem ser deixados de fora durante a criação de uma estratégia de testes.

Para dar uma dimensão desse novo contexto, listamos a seguir 6 cenários que não podem faltar em sua estratégia de testes em aplicativos móveis.

1. Processo de instalação e atualização

As plataformas Android e IOs, principais do mercado atual, apresentam processos diferentes de publicação nas lojas de aplicativos e também nos procedimentos de instalação e atualização, que precisam ver validados. Além disso, é importante incluir no ciclo de testes verificações como armazenamento e permissões. Durante o processo de atualização, por exemplo, é preciso assegurar que uma nova versão do software foi instalada, mas preservando as informações do usuário já existentes.

2. Compatibilidade com dispositivos e sistemas operacionais

Ainda tendo como base as principais plataformas do mercado, as equipes de testes precisam verificar a compatibilidade entre o aplicativo desenvolvido e o conjunto hardware e sistema operacional. É muito comum em desenvolvimento configurar que a solução poderá ser executada em qualquer versão de software ou de hardware, mas é preciso verificar se as funcionalidades utilizadas pelo sistema estão disponíveis para qualquer equipamento, assim como a performance em relação ao uso de processamento e memória. O usuário pode até conseguir instalar o aplicativo, mas ele pode vir a apresentar problemas de lentidão e travamentos.

Durante a definição do projeto, deve-se indicar quais as versões de hardware e software serão compatíveis e o time de testes precisa incluir em sua estratégia a verificação do comportamento em cada combinação sistema operacional/dispositivo.

3. Conectividade utilizada pela solução

A conectividade através das redes Wifi, móvel (3G/4G) e Bluetooth precisa ser avaliada se o uso dessas redes estiver previsto para uso por parte do aplicativo. Nessa avaliação deve-se incluir também o comportamento e o tratamento de erros quando ocorrer a perda de sinal, a reconexão e a troca de conexão entre as redes.

Lembre-se que cada conexão de rede tem suas características. Por isso, é importante que a solução possua procedimentos adequados para cada tipo de comunicação e que também se adapte ao consumo adequado de dados. Processos que envolvem a comunicação com a Internet, tais como integração com as redes sociais, atualizações do aplicativo, envio de arquivos de mídia (som, foto e vídeo), dentre outros, podem ocasionar o consumo excessivo de dados.

4. Integração entre funcionalidades nativas e outros aplicativos

A evolução ocorrida na arquitetura mobile nos deu acesso a diversas funcionalidades que fazem parte dos sistemas operacionais. Por isso, é preciso checar como a aplicação se comporta e interage ao receber mensagens SMS/MMS, ligações telefônicas, alarmes e notificações. Outro ponto a ser verificado é o comportamento da aplicação quando ocorre a interação de outros aplicativos instalados no dispositivo.

Exemplos muito comuns de erros que ocorrem quando falamos em integração é o travamento ou reboot completo da aplicação no momento em que mensagens de texto ou notificações de outros aplicativos chegam no smartphone ou tablet, ou ainda, quando uma ligação é recebida, seja ela por recursos do telefone ou via aplicativos.

5. Adaptação às funções de hardware

Algumas aplicações podem apresentar comportamentos não previstos quando o usuário utiliza funcionalidades ligadas ao hardware, como  carregamento e baixos níveis de bateria, conexão com uso do cabo USB, ausência de chip da operadora e uso de fones de ouvido.

Hoje já existe um gerenciamento mais inteligente desses recursos de forma nativa, mas é preciso observar o comportamento da aplicação, principalmente quando ocorrer algum tipo de integração entre as funções de hardware.

6. Consumo da bateria e recursos

E para finalizar todos esses cenários de integração existentes entre os aplicativos, hardware e recursos, não podemos nos esquecer de verificar o consumo de bateria dentro do processo de testes. É preciso checar se ocorre a otimização dos gastos de energia durante os momentos de uso e inatividade da solução.

Além dos cenários para verificar o consumo de energia, o time de testes deve fazer uso de softwares específicos para monitorar e analisar o desempenho do aplicativo quanto ao uso de memória, processamento, rede, etc. Todos esses recursos associados ao aplicativo desenvolvido têm impacto direto na longevidade da bateria do dispositivo.

Alguns cenários podem parecer óbvios ou até sem sentido, pois quando se tem um sistema operacional fazendo o “meio de campo” entre aplicativos de terceiros e o hardware, a expectativa é que o gerenciamento seja feito da melhor forma. Entretanto, durante a elaboração de um processo de teste, deve-se incluir validações relacionadas a toda a integração existente. Isso minimiza riscos e reduz as chances de insatisfação do cliente, afinal ninguém quer ver casos como explosões de equipamentos, travamentos ou incompatibilidades que gerem prejuízos para as empresas.

Você já adota estratégias relacionadas à integração de sua solução com dispositivos móveis? Continue a nos seguir no blog da Base2 e também nas redes sociais para saber mais sobre o assunto.

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