A importância de identificar bugs antes de vender seu software

O registro de defeitos ou bugs, como também são chamados, já faz parte dos processos de testes de software de muitas empresas, passou por adaptações de acordo com as mudanças das metodologias de desenvolvimento, mas até hoje são consideradas ferramentas essenciais no processo de qualidade dos produtos de software.

Esse importante recurso também é alvo de bastante polêmica, principalmente entre seus principais usuários, testadores e desenvolvedores. Isso porque um registro de defeito mal elaborado sempre corre o risco de ser rejeitado e um defeito pode deixar de ser corrigido por conta de problemas durante o registro.   

Para evitar maiores problemas e utilizar essa ferramenta da melhor forma, sugerimos seguir os fundamentos básicos para o registro de um defeito e também o uso de boas práticas já bem consolidadas no mercado.

Fundamentos básicos

Sempre é válido lembrar os conceitos básicos para o registro de defeitos. Um bug bem reportado durante os testes de software sempre evita retrabalho pela equipe de testes e reduz desentendimentos junto à equipe de desenvolvimento. Resumindo, todos ganham com o registro bem feito.

Os campos necessários para registro de defeitos são os seguintes:

  • Título: Um texto claro, escrito para passar uma informação inicial do defeito e que possa ser utilizado nas buscas dentro de um banco de dados de bugs já registrados.

  • Resumo: Alguns poucos parágrafos descrevendo o defeito encontrado.

  • Etapas para reprodução do defeito: Uma boa explicação de como o desenvolvedor ou até mesmo outros testadores podem reproduzir o erro encontrado.

  • Informações adicionais: Sempre que for possível adicione outras informações que possam contribuir para explicar o defeito.

Uma das partes mais fundamentais no registro de um defeito é a escrita. Um defeito mal escrito pode desperdiçar tempo e recursos valiosos, ou ainda um defeito importante pode ser ignorado porque sua gravidade pode ser considerada baixa devido à má escrita.

Boas práticas aplicadas

Além dos fundamentos básicos para registro dos defeitos, as melhores práticas devem ser implementadas para maximizar o desenvolvimento do produto e garantia de qualidade. A ideia por trás dessas melhores práticas é que, com processos adequados, verificações e testes, um projeto pode ser implementado e concluído com menos complicações imprevistas.

  1. Reduza o risco de ambiguidades utilizando screenshots ou a gravação do defeito. Além de escrever bem o defeito tente ao máximo ilustrar sua reprodução, utilize ferramentas de captura no formato de imagens ou vídeo. Essa prática evita qualquer tipo de dúvidas.

  2. Evite a duplicação de defeitos, antes de reportar qualquer bug. Faça uma boa busca na ferramenta de bug tracking, verifique se o erro já foi reportado, ou se trata de um caso recorrente que tenha sido dado como corrigido ou fechado. Nesse caso faça um novo registro, coloque o registro anterior fechado como uma referência dentro do novo registro criado.

  3. Descreva o impacto e a gravidade do defeito para o cliente. Isso demonstra a quem vai avaliar ou corrigir o defeito o quanto é importante dar andamento no processo de correção.

  4. Mantenha a descrição simples, procure usar palavras de fácil compreensão para descrever o defeito, seja simples e objetivo. A meta será sempre trabalhar na correção o quanto antes, principalmente quando o defeito encontrado na fase de testes for crítico.

  5. Descreva resultados esperados, utilize os requisitos existentes como base e também a sua experiência. Os testadores têm como característica analisar o aplicativo na ótica do usuário final, e algumas vezes um defeito pode ser registrado mesmo que não existam informações de referência, tendo como base a interface ou usabilidade do aplicativo, a experiência ou intuição do testador.

  6. Informe as configurações do sistema utilizadas durante os testes para evitar a famosa frase "no meu computador funciona", tão conhecida na fase de desenvolvimento. Informe o máximo de informações possíveis sobre seu ambiente de testes. Uma boa prática utilizada pelos testadores é usar máquinas sem qualquer vício de desenvolvimento para realizar os testes.

A adoção de práticas recomendadas ajudará a organização a evoluir para um nível mais elevado de produtividade, mantendo a alta qualidade. Ao implementar as melhores práticas de rastreamento e registro de defeitos, é possível maximizar o desenvolvimento geral do produto, e também melhorar a atuação e agilidade da equipe de testes no projeto e na organização.

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