A Internet das coisas precisa de uma abordagem madura e estratégica para os testes de software

Internet_das_coisas_mercado-22230747

A maioria das empresas está em uma grande corrida para fazer parte da Internet das Coisas

Uma pesquisa global da Capgemini, empresa de consultoria e terceirização, feita com 1.600 CIOs e executivos de TI revelou que, embora 85% das pessoas vejam a Internet das Coisas (IoT) como parte essencial de suas operações comerciais, mais de 68% destas organizações não possuem uma estratégia específica de teste de software.

De acordo com o World Quality Report 2016 da Capgemini, dentre as empresas que reconhecem a necessidade de uma estratégia específica de testes de software aplicada à Internet de Coisas em setores de negócios individuais, apenas uma minoria implementou estratégias consideradas "maduras".

O World Quality Report deste ano mostra uma crescente necessidade das empresas em "adotar uma abordagem consolidada e estratégica quando se trata de garantia de qualidade e testes de software", afirmou Hans van Waayenburg, líder global de serviços de teste da Capgemini, em comunicado à imprensa . "A transformação digital proporciona uma grande oportunidade de crescimento, mas isso só pode ser realizado se o envolvimento dos clientes e outras partes interessadas for ativamente aprimorado".

A oitava edição do Relatório Mundial de Qualidade abrangeu uma série de setores empresariais que se declararam interessados em assimilar a funcionalidade da Internet das Coisas em suas operações. Indústrias que estão olhando para a IoT incluem, mas não estão limitados a, produtos de consumo, varejo, telecomunicações, mídia, fabricação e serviços financeiros. O relatório foi publicado em conjunto com a Hewlett Packard e abrangia 32 países.

Não ter estratégia de qualidade relacionada a IoT é má ideia

Os setores de negócios que precisam melhorar suas estratégias de testes ligadas à Internet das coisas são telecomunicações, mídia, serviços financeiros, produtos de consumo e varejo. As empresas nestas indústrias afirmam possuir uma estratégia real de testes de software aplicada à Internet de Coisas.

Um grande percentual de empresas planeja no futuro atuar no setor de tecnologia. Por exemplo, 46% dos entrevistados afirmam que testes de software fazem parte de seus planos de operações comerciais. O transporte (41%), cuidados de saúde (40%), presentam também alto potencial para a realização de testes de software relacionados à Internet de Coisas. E no outro lado, 29% dos fabricantes afirmam que testar soluções em Internet das Coisas deve ocorrer em um futuro próximo.

World_Quality_Report_pdf-1024x630

Fonte: Capgemini, World Quality Report 2016

O número de pessoas, em seus setores de negócios, que disseram que sua organização tinha uma estratégia de teste de software aplicada à Internet das Coisas considerada como um processo maduro, variou de 21% (automotivo) a 14% (produtos de consumo, varejo). As empresas que apresentaram essa maturidade provavelmente introduziram as estratégias de testes a partir do crowdtesting, com testes de interoperabilidade e testes estruturais de TI e em ambientes virtualizados.

Comentando o grau de maturidade dentro dos setores individuais, os autores do relatório disseram que uma estratégia de teste de software para a Internet das Coisas é importante, mesmo precisando de novas habilidades e uma ampliação do ambiente de teste.

Capgemini disse: "Mesmo que 68% não possuam uma estratégia de teste para a Internet das Coisas, o que é um percentual alto, a realidade mostra que 38% têm planos para desenvolver sua estratégia de testes em um futuro próximo."

É preocupante também o fato de 30% dos entrevistados que possuem interesse na tecnologia afirmarem não ter nenhuma estratégia de teste específica e nem planos para desenvolvê-la."

"É possível ainda que essas empresas estejam confiantes de que os testes existentes já são adequados ou que eles possam estar simplesmente confiando nos fabricantes dos dispositivos. É preocupante ver que eles não perceberam o enorme potencial de risco em não ter uma estratégia de teste aplicada à Internet das Coisas."

A segurança permanece como um desafio para os testes aplicados em IoT

As pessoas foram convidadas a avaliar em uma escala de um a sete, sendo sete o maior, os principais desafios em realizar testes de software em produtos relacionados à Internet das Coisas. No topo da lista estava um item familiar: segurança.

Capgemini disse que os testes de segurança obtiveram uma pontuação média de 4,70 dos executivos da pesquisa.

"Apesar de que desenvolver produtos seguros desde o design seja a abordagem mais adequada, atualmente é raro ver essa iniciativa no processo de desenvolvimento da Internet de Coisas", disse o relatório. "Isto é devido a uma série de razões, incluindo a falta de experiência, corrida ao mercado e a baixa maturidade de segurança em comparação com a TI tradicional. No entanto, se a segurança não for levada em conta no planejamento e processo de projeto, há pouca chance de que ela possa ser considerada no processo de teste ".

Capegemini cita a necessidade de criação de um ambiente de testes virtualizados utilizando produtos finais, dispositivos ou dados de teste, assim como outros elementos, classificando o nível de segurança. O desafio é a mudança de um ambiente físico para um virtualizado, já que o relatório aponta que pode ser difícil conectar todos os aspectos necessários pela primeira vez.

Uma adaptação do artigo: The Internet Of Things Needs A Mature And Strategic Approach To Testing

About Contentools